Os preços da lima ácida tahiti, que já vinham registrando altas consecutivas há algumas semanas, dispararam entre o final de julho e o início de agosto, atingindo recordes nominais da série histórica do Hortifruti/Cepea deste produto (iniciada em 1996).
Nesta semana, a caixa da fruta, de 27 quilos, colhida, chegou a ser negociada a R$ 100 em algumas roças paulistas, mas a média parcial da semana (de segunda a quinta-feira) fechou em R$ 89,96 por caixa, alta de 20,1% frente à anterior. A expectativa é de que as cotações sigam elevadas em agosto, até a intensificação da colheita.
Segundo pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse avanço nos valores está atrelado ao baixo volume de frutas disponíveis nos pomares. Com as poucas chuvas nas principais regiões produtoras do estado de São Paulo, o tamanho dos frutos vem sendo comprometido, não chegando nos padrões demandados pelos mercados doméstico e externo. Apesar disso, a fruta ainda apresenta boa coloração e ausência de problemas fitossanitários.