Com volatilidade pelo cenário interno, dólar fecha em queda

O dólar comercial fechou em queda de 0,18% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3270 para venda, em sessão de forte volatilidade, poucos negócios e baixa liquidez em meio ao funcionamento reduzido do mercado financeiro dos Estados Unidos na volta do feriado de ação de graças. Aqui, o movimento volátil foi influenciado por cautela com o cenário doméstico e fluxo local.

O diretor da Correparti, Ricardo Gomes, destaca o movimento volátil ao longo da sessão no qual, em boa parte dos negócios, a moeda operou em alta “amparada nas recorrentes incertezas” em relação à delicada condição fiscal do país. “Fechou em queda descolado do exterior em movimento de aparente tranquilidade, devido a liquidez reduzida nos negócios com o feriado prolongado nos Estados Unidos”, comenta. Nesta sexta, as bolsas de Nova York fecharam às 15 horas.

A moeda estrangeira fechou a semana com queda de 1,13%, no segundo recuo semanal seguido, influenciado por uma entrada forte de capital externo na bolsa de valores, acumulando no mês até o dia 25 saldo positivo de R$ 29,9 bilhões, além das notícias sobre o desenvolvimento da vacina contra o covid-19.

“Já há expectativas de que um movimento de vacinação em massa se inicie em breve na Europa e nos Estados Unidos. Esse sentimento minimizou a preocupação do forte crescimento de novos casos da doença no mundo”, avaliam os economistas da corretora Mirae Asset.

Na semana que vem, carregada de indicadores do mercado de trabalho e de atividade na China, nos Estados Unidos e na Europa, o economista da Toro Investimentos, Victor Lima, pondera que a tendência da moeda é operar volátil, com possibilidade de correção voltando a operar abaixo do nível de R$ 5,30.

“Isso na expectativa por avanços nos testes de vacina contra o novo coronavírus e com uma nova rodada de tratativas para aprovação de estímulo fiscal nos Estados Unidos”, diz. Os analistas do Bradesco acrescentam que, quanto aos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos em novembro, ajudarão a avaliar a força da economia norte-americana no quarto trimestre, conforme crescem os casos de covid-19 e aumentam as medidas de restrição.

Por Agência Safras