Os preços dos combustíveis exerceram a maior pressão sobre o orçamento de famílias de todas as classes de renda em março, quando houve aceleração nas taxas de inflação para todas as faixas de renda. A inflação acumulada em 12 meses, entretanto, segue muito mais elevada para as famílias mais pobres, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A taxa de inflação das famílias mais pobres (7,2%) em 12 meses segue bem acima da observada no segmento mais rico da população (4,7%). Já no acumulado do ano até março, a inflação do segmento mais rico da população (2,3%) é superior à apontada pela classe mais baixa (1,6%), repercutindo, basicamente, a desaceleração dos alimentos e a alta dos combustíveis. Os dados são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda.
Por Estadão Conteúdo