Companhia logística Hidrovias do Brasil tem prejuízo de R$ 8,5 milhões no 3º trimestre

A companhia de logística Hidrovias do Brasil reportou prejuízo líquido de R$ 8,523 milhões no terceiro trimestre de 2020. Em igual período de 2019, a empresa havia tido lucro líquido de R$ 22,160 milhões. A receita operacional líquida totalizou R$ 464,738 milhões, ante R$ 272,001 milhões no terceiro trimestre do ano passado. O Ebitda foi de R$ 134,4 milhões, 17% acima de igual período de 2019, e a margem Ebitda caiu de 42% para 29% na mesma base de comparação.

Este é o primeiro resultado divulgado desde o IPO da companhia em setembro. A operação de grãos e fertilizantes no Corredor Norte teve Ebitda de R$ 95,4 milhões, 39% acima do terceiro trimestre de 2019. A empresa destacou aumento de 23% do volume movimentado no período. “Nossa operação no Sistema Norte tem acompanhado o consistente desenvolvimento do agronegócio brasileiro e a ampliação do market share do Arco Norte na exportação de grãos do País”, disse o presidente da Hidrovias, Fabio Schettino.

A Hidrovias destacou ainda o primeiro trimestre completo da operação em Santos (SP), resultado da concessão da área denominada STS20, composta por três armazéns e um cais de atracação dentro do Porto de Santos, para movimentação de fertilizantes e sal. A operação gerou Ebitda de R$ 3,9 milhões, conforme a empresa.

No Corredor Sul, onde há movimentação de grãos, fertilizantes e minério de ferro, a empresa destacou que a baixa de calado dos rios da bacia Paraguai-Paraná influenciou na redução de 16% no volume transportado no terceiro trimestre ante igual intervalo de 2019, mas apontou que a operação demonstrou “resiliência”, com crescimento de receita líquida de 12%, para R$ 98,6 milhões. O Ebitda da operação diminuiu 18% na mesma base de comparação, para R$ 37,5 milhões.

A Hidrovias disse que o contrato com a Vale, para movimentação de minério de ferro, não teve “impacto relevante” da situação atual do calado e que a empresa solicitou a utilização da capacidade plena prevista em contrato para o ano de 2021.

Por Estadão Conteúdo