O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 3,7 pontos em setembro e atingiu 91,5 pontos. Dessa forma, o patamar ainda é inferior ao alcançado em janeiro e fevereiro, antes da pandemia. Com a quinta alta consecutiva, o índice fecha a média do terceiro trimestre 17,7 pontos acima da observada no segundo.
A coordenadora de projetos da construção da FGV, Ana Maria Castelo, destaca a recuperação da atividade e crescimento dos negócios. “A confiança do setor da construção retornou à zona de pessimismo moderado que se encontrava antes da pandemia. A percepção dominante é de recuperação da atividade e de crescimento dos negócios, com reflexos na melhora das expectativas. No entanto, vale a ressalva que ainda não é um movimento disseminado por todos segmentos – a área de serviços foi mais penalizada e registra mais dificuldade em recuperar, assim como o mercado de edificações comerciais. Por outro lado, o segmento de edificações residenciais avança mais rapidamente confirmando o bom momento do mercado, impulsionado pelas taxas de juros mais baixas e pela maior oferta de crédito”, afirma.
De acordo com a FGV, o resultado positivo do ICST em setembro foi puxado sobretudo pela melhora na situação atual. Além disso, porém, em menor grau, a diminuição do pessimismo com a situação futura também colaborou positivamente. Dessa forma, o Índice de Situação Atual aumentou 4,6 pontos, para 86,4 pontos. Enquanto que o Índice de Expectativas subiu 2,7 pontos, para 96,8 pontos.
Em relação ao mercado de trabalho, a pesquisa mostra que as empresas voltaram a empregar mais com a retomada das obras. A sondagem de setembro mostrou aumento das contratações superando demissões. Sendo que os pesquisadores estimam que é uma tendência que deve prosseguir nos próximos meses.