Confiança do consumidor sobe pelo quinto mês consecutivo, diz FGV

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas subiu 3,2 pontos em setembro, para 83,4 pontos. Sendo que esta foi a quinta alta consecutiva do indicador, após atingir o nível mais baixo da série em abril, em 58,2 pontos. Apesar da sequência positiva, o ICC ainda está em patamar inferior ao período pré pandemia (87,8 pontos em fevereiro).

De acordo com a Coordenadora das Sondagens da FGV, Viviane Bittencourt, a confiança segue em recuperação, porém, as famílias de baixa renda ainda estão pessimistas em relação à situação financeira. “A confiança dos consumidores segue em setembro a trajetória de recuperação iniciada em maio, com avanços em todas as faixas de renda e capitais. Apesar disso, chama atenção as expectativas ainda pessimistas dos consumidores de baixa renda com relação à situação financeira familiar nos próximos meses, algo que está possivelmente relacionado à proximidade do fim dos pagamentos dos benefícios emergenciais, um fator de incerteza e de preocupação a esses consumidores, que são a maior parcela da população brasileira. Sem uma recuperação do mercado de trabalho mais expressiva, é possível que a confiança ainda continue avançando de forma lenta e heterogênea”, afirma.

Em setembro, a alta do indicador foi puxada pela confiança do consumidor em relação à situação atual, que passou de 71,5 para 72,6 pontos. E também pelas expectativas, que passaram de 87,1 para 91,5 pontos. Além disso, a alta do índice foi dada pelo quesito que mede o ímpeto de compras de bens duráveis, que subiu 8,1 pontos, para 68,4.

Por fim, a FGV destaca que houve melhora da confiança em todas as faixas de renda, sobretudo nas faixas intermediárias. Em relação aos consumidores de menor renda, a confiança só deve melhorar de maneira mais expressiva com a recuperação da expectativa quanto à situação financeira familiar. 

Por Canal Rural