Coronavírus: Brasil assina contrato para 10 mi de doses da vacina Sputnik

O governo brasileiro assinou contrato com a União Química para receber 10 milhões de doses da vacina contra a
Covid-19 Sputnik. O acordo era esperado. A vacina ainda não possui registro definitivo nem autorização para uso emergencial da Anvisa.

Segundo o Ministério da Saúde, o cronograma incialmente previsto de entregas apresentado pela União Química indica a possibilidade de chegada ao Brasil de 400 mil doses até o final de abril, 2 milhões no fim de maio e 7,6
milhões em junho.

A União Química também disse ao governo federal que pretende fabricar vacinas em unidades que possui em São Paulo e no Distrito Federal para atender a demanda nacional, e o Ministério da Saúde afirmou que isso “será avaliada pela Saúde nas próximas semanas e poderá levar à concretização de outro
acordo comercial”.

Até agora, a União Química solicitou autorização à Anvisa para realizar estudos clínicos fase 3 – ou seja, de larga escala – da Sputnik no Brasil, mas o pedido ainda está em análise porque, segundo a agência, “faltavam informações essenciais do protocolo clínico e demais dados”.

Até o início de março, não havia pedido da União Química para inspeção da fábrica localizada em Brasília (DF), que seria responsável pela fabricação da vacina no Brasil, segundo a Anvisa. A empresa solicitou uma inspeção para a sua fábrica localizada em Guarulhos (SP), que seria responsável pelo envase do produto pronto.

Por Agência Safras