O dólar comercial fechou em alta de 0,18% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3820 para venda, em sessão de
forte volatilidade, com investidores domésticos em busca de proteção em meio ao receio com a possibilidade de volta do pagamento de um novo auxílio emergencial e os riscos fiscais iminentes. Porém, duas intervenções do Banco
Central (BC) limitaram os ganhos da moeda norte-americana na reta final dos negócios.
“Notícias vazadas sobre as intenções e a capacidade de os congressistas governistas encaminharem a aprovação do orçamento sem considerar algum auxílio emergencial por fora do teto assustaram os operadores em parte da
sessão”, comenta a equipe econômica do banco Fator.
O diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, destaca que a cautela política e fiscal sobre as discussões em torno de um novo auxílio emergencial, que pode ser “bancado” por um novo imposto, levou a
moeda estrangeira para próximo de R$ 5,45 em movimento descolado do exterior, o que levou o BC a realizar dois leilões de swap cambial tradicional – equivalente à venda de dólar no mercado futuro. “Esse nível chamou o Banco
Central para o mercado”, diz. A autoridade monetária colocou US$ 1 bilhão com as duas operações.
Nesta quarta, 9, o destaque da agenda de indicadores fica por conta dos índices de preços ao consumidor na China – que será divulgado hoje à noite – e dos Estados Unidos, em janeiro, “dominando as atenções”, diz a equipe do banco
Fator. O economista da Guide Investimentos, Alejandro Ortiz, acrescenta que a volatilidade tende a continuar “marcando presença” diante o contínuo risco fiscal e as incertezas políticas.
Por Agência Safras