Descarbonização ajudará a mitigar impactos do aquecimento global, diz Canaplan

No painel “Perspectiva para o mercado de etanol até 2030”, dentro do 14 Congresso Nacional da Bioenergia, o diretor da UDOP e presidente da Canaplan, Luis Carlos Corrêa Carvalho, deu a visão do Brasil dentro do tema proposto.

Conforme Carvalho, eventos extremos de inundações, enchentes e incêndios seguirão o aquecimento global. No entanto, ações de adaptação irão mitigar o impacto. E dentre as ações, a descarbonização da matriz de combustíveis se destaca, e estratégias de consenso neste sentido são muito importantes. “A dificuldade está em encontrar um consenso entre as políticas estatais e os objetivos de lucros das indústrias de combustíveis”, apontou.

Dentro da estratégia de descarbonização, a biotecnologia será muito importante, enquanto o “pêndulo econômico vai se voltando para a Ásia”. No continente asiático, variedades de cana mais produtivas vão aumentando a oferta de etanol e direcionando mais açúcar para a produção do biocombustível.

Já no Brasil, o agronegócio, sem desflorestamento ilegal, e a nova política de biocombustíveis, a RenovaBio, vão apontando os caminhos do futuro em direção à descarbonização. “O etanol de cana e o etanol de milho agora caminham juntos, numa coexistência muito relevante”, destacou Carvalho.

Por Agência Safras