Dia da Bioproteção visa a estimular práticas sustentáveis

A partir desta ano, o dia 23 de setembro passa a ser conhecido internacionalmente como o Dia da Bioproteção (Bioprotecion Day). A iniciativa, da Embrapa Soja (PR) e do Cabi (Centre for Agricultural Bioscience International), tem como objetivo despertar a atenção do setor produtivo para a importância do controle biológico e do uso de bioinsumos na agricultura, além de transmitir informação técnica sobre a utilização correta dessas práticas. A primeira edição, realizada nesta quinta-feira de forma virtual, reuniu especialistas nacionais e internacionais para falar sobre a evolução, uso e mercado de bioprodutos e a sua relevância para a o futuro sustentável da agricultura brasileira.

O mês de setembro foi escolhido por marcar o início da safra agrícola de grãos e cereais no Brasil. Segundo o pesquisador da Embrapa Soja Adeney Bueno, um dos organizadores do evento, a conscientização do produtor agrícola a respeito da importância do uso correto de bioinsumos é crucial na construção de uma agricultura cada vez mais sustentável. Ele explica que a expectativa é que anualmente sejam realizados eventos nessa data no Brasil e no exterior em comemoração ao Dia da Bioproteção. “Além de seguras ao meio ambiente, essas práticas atendem também à demanda crescente do mercado consumidor, que busca cada vez mais alimentos produzidos com menor uso de agrotóxicos sintéticos”, complementou Bueno.

O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville (foto à direita), ressaltou a importância de fomentar a adoção de práticas sustentáveis na agricultura para enfrentar o cenário que se apresenta para o futuro, com cerca de 10 bilhões de pessoas para alimentar até 2050, e considerando as mudanças climáticas que já são uma realidade no presente, com enchentes e secas prolongadas em várias regiões do globo. “A biodiversidade brasileira é uma fonte inesgotável para prospecção de novos agentes de controle biológico. Com o auxílio de tecnologias de ponta das áreas de biotecnologia, genômica e nanotecnologia, é possível caracterizá-los e disponibilizá-los ao setor produtivo para desenvolvimento de produtos biológicos”, pontuou.