A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou nesta terça-feira o status do cumprimento das metas compulsórias das distribuidoras de combustíveis dentro da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) referente aos anos de 2019 e 2020. Ao todo, foram aposentados 14.535.334 Créditos de Descarbonização (CBIOs) pela parte obrigada até 31 de dezembro do ano passado, correspondendo a 97,6% da meta compulsória de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa fixada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
“O resultado do primeiro ano de RenovaBio demonstrou que os participantes do mercado de combustíveis querem construir uma nova realidade e entregar a redução de emissões de CO2 que a sociedade espera, mitigando, assim, os impactos negativos das mudanças climáticas”, analisa Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).
Cada CBIO equivale a uma tonelada de CO2 equivalente que deixou de ser emitida na atmosfera. Ou seja, o volume de títulos comercializados ano passado evitou o lançamento de mais de 14,5 milhões de toneladas dióxido de carbono pelo setor de transportes. Atualmente, 65% das empresas produtoras de etanol no país participam do RenovaBio, estando certificadas e aptas a emitirem CBIOs) – essas empresas representam cerca de 85% da produção nacional de etanol.
“Na prática, hoje, o consumidor pode ter a segurança de que vai abastecer com um etanol que de fato entrega uma redução de emissão de dióxido de carbono que chega a 90% quando comparado com a gasolina. Da parte do produtor, o RenovaBio significou um grande processo de auditoria para medir a pegada de carbono com dados públicos e total transparência”, diz Gussi.