O dólar comercial fechou em alta de 0,13% no mercado à vista, cotado a R$ 5,1310 para venda, interrompendo a sequência de três pregões seguidos de sinal negativo em sessão de forte volatilidade. Perto do fim dos negócios, a moeda, que operou em baixa em boa parte do dia, virou o sinal e passou a subir em meio à renovação das incertezas com o cenário fiscal.
“O mercado está mais inseguro sobre o cenário fiscal, atento ao relatório da PEC Emergencial. Com isso, investidores estão se protegendo de possibilidades que possam estar no texto e que piore a situação fiscal do país”, comenta o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer, sobre a virada da moeda na reta final dos negócios.
O diretor de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, acrescenta que um movimento local de “recomposição de posições” vindo de tesourarias bancárias corroborou para a recuperação de valor da divisa norte-americana que renovou máximas consecutivas a R$ 5,14 na reta final do pregão.
Nesta quarta, na agenda de indicadores, o destaque fica para os números de inflação da China – que serão divulgados hoje à noite – e que, dependendo do resultado, podem respingar nos mercados emergentes na abertura da sessão. Aqui, o destaque fica a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que deverá manter a taxa Selic em 2,00% na última reunião do ano, conforme levantamento do Termômetro CMA.
A economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, ressalta que a atenção dos investidores é o comunicado do Copom, que deverá mudar o foco. “O cenário fiscal sai um pouco do foco que volta para a inflação. O mercado ficará atento aos sinais do BC para 2021 em relação ao risco inflacionário”, diz.
Por Agência Safras