Dólar fecha em leve alta com aceno de retirada de estímulos nos EUA

O dólar comercial fechou em R$ 5,4300, subindo 0,07%. A moeda norte-americana foi influenciada pelo aceno da retirada gradual de estímulos e aumento de juros nas economias de países desenvolvidos, o que afeta diretamente os investimentos no país, diminuindo a entrada de capital estrangeiro.

Para o economista da Guide Investimentos, Alejandro Ortiz, “a janela positiva vinda do exterior vai aos poucos se fechando, com o iminente processo de retirada de estímulos dos bancos centrais, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos”. Esta diminuição na injeção de liquidez e aumento de juros torna estas economias mais atrativas aos investidores, já que oferecem risco reduzido.

Ortiz, porém, comemora os dados positivos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged): “Superou as expectativas, dando um alívio no câmbio. Podemos verificar uma melhora na taxa de emprego do país”, analisa. Quanto às reformas estruturais, contudo, ele é reticente: “Agora só em 2023”, pontua. Foram criadas 372,265 mil vagas de emprego em agosto.

Já nos Estados Unidos, a disputa entre democratas e republicanos na aprovação do aumento da dívida pública, que só pode ocorrer até as 23h59 de amanhã, acende o alerta: “É uma situação preocupante. Isso pode travar a liquidez do país”, avalia Ortiz.

Segundo o diretor da Amaril Franklin, Fernando Franklin, “estão ‘segurando’ o dólar por conta da Ptax, mas a insegurança política continua muito forte”. Para ele, esta insegurança se mistura ao âmbito fiscal: “Ninguém sabe como irão resolver os precatórios e Auxílio Brasil, estamos em um momento de indefinição no Brasil”, pontua.

Franklin considera que a fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, não deve trazer nenhuma novidade quanto ao tapering (remoção de estímulos), e que a questão é global: “Quando irá começar a retomada: Essa é a grande pergunta”, questiona Franklin.

Por Agência Safras