O dólar comercial fechou em R$ 5,6800, com queda de 0,49%. A moeda norte-americana sofreu um movimento de desvalorização global, perdendo inclusive para o DXY (cesta de moedas desenvolvidas, incluindo euro e libra esterlina), além do leilão de dólar à vista, realizado ter dado fôlego ao real.
Para o executivo da REAG Investimentos, Antonio Machado, “estamos em um período de sazonalidade de remessas de câmbio para o exterior, além da valorização do DXY frente ao dólar”. O executivo destaca o ambiente global de apetite ao risco e baixa liquidez que neste período do ano.
Machado acredita que o leilão realizado de dólar à vista também ajudou a dar fôlego para o real: “A perspectiva de aumentos da Selic ajuda, em curto prazo, a estabilidade do câmbio”, observa.
Segundo o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, “o dólar está perdendo no mundo todo, isso também em função dos bancos centrais na Europa”. O economista ressalta a “fraqueza” do dólar nesta manhã, principalmente ante a libra esterlina e euro. Ele ainda destaca que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) não mostrou nenhuma novidade.
Já no cenário interno, pontua Rosa, o movimento não deve apresentar mudanças: “A não ser que ser que surja alguma questão interna, o quadro local permanece o mesmo”, opina.
De acordo com o head de tesouraria da Travelex Bank, Marcos Weigt, “mesmo com o discurso forte, o Fed mantém a credibilidade. O mercado acredita que a inflação, nos Estados Unidos, vai recuar. As projeções para ela, nos próximos anos, são decrescentes”.
Weigt, contudo, vai contra a maré: “Não vejo nenhum problema para o Brasil e os outros emergentes, a liquidez irá continuar”, projeta. O head ainda ressaltou que o câmbio continua pressionado devido ao final de ano, já que a partir da próxima semana o fluxo tende a diminuir.
Por Agência Safras