O dólar comercial fechou em queda de 0,67% no mercado à vista nesta segunda-feira, 19, cotado a R$ 5,6070 para venda, interrompendo a sequência de quatro pregões seguidos de alta, em sessão de correção local e positiva no exterior em meio ao otimismo com a possibilidade de aprovação de um novo pacote de estímulo fiscal nos Estados Unidos nos próximos dias, antes das eleições presidenciais, em 3 de novembro.
“Esse sentimento de otimismo dos investidores penalizou o dólar no exterior, que operou em baixa de forma generalizada ao redor do globo”, comenta o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik.
Em meio à indefinição de acordo entre o Congresso norte-americano e a Casa Branca, a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, aposta que, “apesar da esperança” do mercado, não deverá sair acordo antes das eleições norte-americanas.
“Hoje, o real e outras moedas subiram [frente ao dólar] diante essa possibilidade de chegarem a acordo. Se não chegar, amanhã devolve esse movimento”, diz a economista. “Perto do encerramento dos negócios, relatos de que as discordâncias na linguagem do pacote de estímulos permanecem, motivou o dólar aqui e lá fora a recuperar um pouco de valor”, acrescenta Rugik.
O profissional da Correparti ressalta que as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, no qual defendeu o teto dos gastos, a agenda de reformas e garantiu que a trajetória atual da dívida fiscal vai diminuir, também ajudou na “fragilidade” da divisa norte-americana por aqui.
Na terça, 20, as expectativas em torno do pacote de estímulo fiscal norte-americano deverão seguir no mercado, com o movimento da moeda a mercê do exterior, segundo Abdelmalack. Para ela, o cenário local, apesar da questão fiscal delicada, está sem notícias negativas que levem o dólar a uma deterioração. “Se não houver atrito político e peripécias no fiscal, isso ajuda a nossa moeda”, diz.
Por Agência Safras