O dólar comercial fechou em forte queda de 1,91% no mercado à vista nesta terça-feira 17, cotado a R$ 5,3320 para venda, no menor valor de fechamento desde 17 de setembro – quando encerrou a R$ 5,2320 – influenciado pelo bom humor local que reagiu à operação do Banco Central (BC) que vai rolar R$ 11,8 bilhões em swap cambial tradicional. O fluxo de entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira também corroborou para a queda da moeda.
“A queda foi apoiada na decisão do BC quanto ao suprimento de liquidez ao mercado e assim, calibrar uma eventual disfuncionalidade por demanda excessiva no mercado cambial com a proximidade do fim do ano. Além dos vencimentos dos contratos em 4 de janeiro”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes.
Ele acrescenta que os anúncios da Vale e da Suzano de novas captações de no exterior corroboraram para o enfraquecimento do dólar no mercado local, além da entrada de um novo fluxo de recursos estrangeiros na B3.
No meio da tarde, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, declarou que o aumento expressivo de casos de covid-19 nos Estados Unidos representa um risco para a economia nos próximos meses e que ainda é cedo para dizer como o progresso em relação a uma vacina influencia nas perspectivas. O discurso de Powell chegou a reduzir as perdas da moeda.
“Estamos vendo novos casos e o aumento de hospitalizações. Os estados começaram a impor algumas restrições de atividades. A preocupação é que as pessoas percam a confiança nos esforços para controlar a pandemia e sem confiança não há como fazer com que as pessoas e empresas retomem as atividades”, disse o presidente do Fed.
Para a analista da Toro Investimentos, Paloma Brum, o cenário global é de busca por risco sustentado pelas notícias de andamento nos testes de vacina contra o novo coronavírus. Ontem, o destaque foi a notícia sobre a eficácia de 94% dos testes da vacina da Moderna.
“Estamos vendo um avanço nas vacinas e o apetite ao risco aumentando, e com isso, investidores estão buscando os mercados emergentes e o Brasil, o que justifica o retorno de investimento estrangeiro aqui”, diz.
Por Agência Safras