Dólar fecha o dia em alta diante do risco de crise energética

O dólar fechou em R$ 5,2560, com alta de 0,86%. Esta elevação pode ser explicada basicamente por fatores domésticos, como a aproximação de uma provável crise hídrica que acarretaria um inevitável aumento da inflação, o que influi diretamente no câmbio.

Para o economista da Nova Futura Investimentos, Matheus Jaconeli, “a questão hídrica é muito importante, com o mercado esperando que a inflação aumente em até 1 p.p, gerando mais um fator de risco”.

“Ainda existe a crise entre os poderes, embora Rodrigo Pacheco (presidente do Senado) e Arthur Lira (presidente da Câmara dos Deputados) tentem equilibrar a situação. Existe preocupação que a manifestação do dia 7 de setembro cause ruído e deixe o mercado apreensivo”, analisa Jaconeli.

Segundo o economista da Renascença Corretora, Daniel Queiroz, “a principal questão é a inflacionária, com a crise hídrica, que irá elevar novamente a bandeira vermelha. Isso acaba jogando o dólar para cima”.

“A questão fiscal também pode piorar, com a possibilidade da diminuição da arrecadação do governo com a aprovação da reforma tributária”, pontua Queiroz.

De acordo com a economista-chefe do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte, “o mercado melhorou nos últimos dias, com o tom conciliador de Arthur Lira, mas o problema (fiscal e político) ainda está longe de ser resolvido”.

Consorte também é reticente quanto ao valor atual do dólar: “Eu não confiaria neste patamar, creio que o cenário cambial ainda é muito volátil, e imagino uma depreciação do real”. A economista também acredita que os problemas domésticos, neste momento, refletem muito mais na moeda do que o cenário internacional.

Por Agência Safras