Dólar oscila e fecha em leve queda cotado a R$ 5,60

O dólar comercial fechou com ligeira queda de 0,03% no mercado à vista, cotado a R$ 5,6000 para venda, em sessão de intensa oscilação com investidores locais calibrando o bom humor externo que prevaleceu ao longo da sessão e favoreceu as moedas de países emergentes. A busca por risco se deu em meio à recuperação dos ativos globais e com o otimismo após a aprovação do pacote de ajuda fiscal à economia norte-americana na Câmara dos Deputados no fim de semana.

“A moeda operou a maior parte da sessão em queda, acompanhando o exterior, onde o dólar trabalhou fragilizado tendo como pano de fundo o avanço do pacote trilionário norte-americano e da liberação de uma nova vacina contra a Covid-19”, comenta o diretor superintendente de câmbio da Correparti,  Jefferson Rugik.

Aqui, a moeda oscilou forte “mostrando uma resistência” de queda no fim dos negócios, diz o economista da Guide Investimentos, Alejandro Ortiz, calibrando o exterior e uma percepção maior de risco interna após a Petrobras  anunciar um novo aumento dos combustíveis nesta terça. “Mas não foi erro da estatal, é a política de preços deles. Mas sim do presidente Jair Bolsonaro porque induz que ele tenha feito um novo movimento errado. E segue esse embate entre Bolsonaro e a política de preços da companhia”, avalia.

A equipe econômica do banco Fator ressalta que, enquanto o bom humor prevaleceu nos Estados Unidos, “aqui, nem tanto” em meio às preocupações do mercado local com as PECs e o tamanho da despesa com o auxílio emergencial. “A forma jurídica da solução é o menos relevante. Provavelmente, haverá uma forma que dê uma saída honrosa para o ‘teto de gastos’. A dúvida relevante é sobre o tamanho do pagamento do auxílio e a data de início da medida”, avalia.

Por Agência Safras