Dólar reage a dados externos e fecha com queda de 0,15%

O dólar comercial fechou em R$ 5,1890, com queda de 0,15%. A moeda norte-americana foi afetada pelos números abaixo do esperado do Índice de Vendas Pendentes de Imóveis Residenciais dos Estados Unidos, que caíram 1,8% em julho ante junho, enquanto a expectativa era de +0,5%.

Segundo o estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno, “os dados americanos, abaixo do esperado, favoreceram os emergentes”.

Rostagno também destaca que esta é uma semana importante no exterior, com a divulgação do payroll (índice que mede o desempenho do mercado de trabalho nos Estados Unidos) na próxima sexta.

Rostagno pontua que, a depender dos resultados, o mercado irá apostar quando irá começar o tapering (remoção de estímulos) na economia norte-americana. “O mercado está operando em uma banda estreita de oscilação”, analisa o estrategista.

De acordo com o CEO da Top Gain, Alison Correia, “o posicionamento do Jerome Powell (presidente do Federal Reserve – Fed, o banco central norte-americano) foi muito importante para o mercado, mas esta semana é carregada de informações, será agitada”.

Correia destaca o cenário doméstico: “Amanhã é o limite para a entrega da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o governo. Além disso, o Paulo Guedes (ministro da Economia) não deixou claro como irá rolar os precatórios”, pontua.

Por mais que na última semana o dólar tenha caído frente ao real, isso não é algo duradouro: “Eu acho que o dólar tende a subir, e que deve chegar em R$ 6 até o final do ano, devido a todo o contexto interno, como a crise energética e os precatórios”, prevê Correia. Ele ainda diz que este cenário repele os investimentos estrangeiros no país: “Somos os últimos da fila”.

Para o diretor superintende de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, “internamente o dólar comercial deve abrir de estável a leve viés de alta, mas a semana promete fortes emoções, com a divulgação do payroll de agosto na sexta-feira e aqui com o crescimento da tensão pelo 7 de setembro”.

Por Agência Safras