O dólar comercial fechou em queda de 1,20% no mercado à vista, cotado a R$ 5,0840 para venda, no menor valor de
encerramento desde 18 de dezembro, renovando mais uma vez a mínima do ano em meio ao ambiente doméstico mais otimista com a economia e com a entrada de fluxo estrangeiro, à véspera do feriado local amanhã que fechará a bolsa brasileira (B3). No exterior, o ambiente segue favorável, com a moeda estrangeira exibindo comportamento lateral.
O gerente da mesa de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek, destaca que o dólar acompanhou o fortalecimento das divisas emergentes de países, enquanto aqui, a notícia sobre “captações externas e novas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) atraíram capital estrangeiro. “O que levou a moeda registrar mínimas abaixo de R$ 5,07. Mas perto do fim da sessão, a moeda se afastou das mínimas da sessão”, comenta.
No meio da tarde, saiu o relatório do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre as condições da economia dos Estados Unidos, o Livro Bege. O documento avaliou a situação da economia do início de abril até o
final de maio e mostrou uma expansão em ritmo moderado no período, com uma taxa de crescimento mais rápida do que a observada no relatório anterior.
Segundo o relatório, a economia norte-americana deve crescer em ritmo sólido nos próximos meses como reflexo do avanço da vacinação contra a Covid-19 nos país e o relaxamento de regras de distanciamento. Apesar de confirmar o avanço da economia no país, chamou a atenção para a alta dos preços e dificuldades para a contratação de pessoas no mercado de trabalho. Porém, para Esquelbek, o relatório “não fez muito preço” nos ativos.
Nesta quinta, 3, em meio ao feriado doméstico, o destaque da agenda de indicadores fica para os dados sobre a criação de emprego no setor privado norte-americano (ADP), no qual a previsão é a criação de 680 mil vagas, em maio. O indicador é uma prévia do relatório de emprego do país, o payroll, a ser divulgado na sexta-feira.
A economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, ressalta que os números serão acompanhados de perto pelos investidores após o resultado “decepcionante” do payroll no mês passado. “O mercado ficará atento a esses dados porque deverá trazer um termômetro do payroll. Se a ADP trouxer números melhores do que o esperado, inevitavelmente, vai refletir nos rendimentos das treasuries [taxas futuras dos títulos do governo norte-americano] e no dólar”, avalia.
Ainda serão divulgados os números dos pedidos de seguro-desemprego até o dia 29 e a leitura revisada do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços dos Estados Unidos, da zona do euro e da China
no mês passado.
Por Agência Safras