Dólar sobe 1,56% reagindo à alta da inflação nos EUA

A preocupação com um aperto monetário nos Estados Unidos após dados de inflação mostrarem uma aceleração dos preços no país tem trazido forte aversão ao risco aos mercados globais, consequentemente, o dólar comercial  encerrou a sessão em alta de 1,56%, cotado a R$ 5,3060 para venda. Paralelo a isso, ainda está ocorrendo a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia no Brasil, deixando o cenário político incerto por aqui.

“Esse impacto da inflação nos Estados Unidos é muito prejudicial para as empresas e também para um aperto  monetário no país e os investidores estão demonstrando forte receio neste momento. A tendência do dólar seria de  queda essa semana, se não fosse esse dado importante divulgado hoje”, explica um operador de câmbio de uma  grande corretora.

Nos EUA, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu0,8% em abril ante março, acumulando  alta de 4,2% em 12 meses. Analistas previam altas de 0,2% na variação mensal e 3,6% em 12 meses.

Na avaliação da Correparti, o resultado pode colocar em teste o risco de uma antecipação do aperto monetário nos  EUA.

Para André Perfeito, economista-chefe da Necton Corretora, a alta da inflação causa preocupação especial no que se  refere a um possível impacto sobre os juros de longo prazo nos EUA, principalmente os contratos com vencimento em dez anos. “Se isto ocorrer, podemos ter uma nova rodada de desvalorização do real”, adverte ele.