O dólar comercial fechou em R$ 5,3340, com alta de 0,60%. A elevação foi influenciada, sobretudo, por fatores internos como a alta do IPCA-15 de 1,14% em setembro ante agosto, além dos temores políticos e fiscais que continuam no radar.
De acordo com o sócio da Euroinvest, Cristiano Fernandes, “a política de juros do Banco Central (BC) não tem sido suficiente para conter a inflação”. Isso, na visão de Fernandes, pode resultar em um aumento de juros maior do que 1 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Além disso, a tensões política e fiscal continuam no radar: “Além do orçamento, estamos a pouco mais de um ano das eleições, essa polarização política soa muito ruim para o investidor”, pontua Fernandes.
Para a economista e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Cristiane Quartaroli, “o mercado está operando com bastante cautela”. Para ela, a sinalização do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, que a retirada de estímulos está próxima, assim como a revisão a da inflação norte-americana e possível aumentos de juros, “está levando os investimentos para lá, fortalecendo o dólar”.
Já o mercado doméstico continua sendo o calcanhar de Aquiles: “O cenário interno, tanto político quanto econômico, ainda é conturbado. A recuperação está bastante lenta e gradual”, pondera Quartaroli.
Por Agência Safras