Dólar sobe e fecha em alta pela 5ª sessão seguida

O dólar comercial fechou em alta de 0,65% no mercado à vista, cotado a R$ 5,0870 para venda, engatando o quinto
pregão seguido de sinal positivo, refletindo a cautela com a política doméstica em sessão de liquidez reduzida em meio ao feriado nos Estados Unidos e exterior mais negativo para as moedas de países emergentes.

O gerente da mesa de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek, ressalta que a moeda renovou máximas sucessivas no início da tarde, a R$ 5,09, com investidores locais precificando o risco político, em meio ao “escândalo” de compras superfaturadas de vacinas contra a Covid-19, com a suspeita do envolvimento do presidente Jair Bolsonaro em esquemas de “rachadinhas”. Além do aumento da rejeição ao atual governo, conforme pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e pela MDA. “Em um dia de poucos negócios e liquidez reduzida”, reforça.

Na pesquisa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para presidente em 2022, enquanto Bolsonaro tem a maior taxa de rejeição entre os eleitores. Na pesquisa espontânea – em que não são apresentados nomes aos entrevistados -, os votos favoráveis a Lula somaram 27,8% do total, enquanto aqueles favoráveis a Bolsonaro foram 21,6%. Já os indecisos somaram 38,9%.

“O cenário econômico é bom e o otimismo prossegue, mas o cenário político é ruim e agora, a cautela é com esse ambiente e no que vai virar”, comenta o chefe da mesa de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem, acrescentando que a “pressão” na política está “vindo por todos os lados”.

Para esta terça, 6, Nagem aposta que a tendência é de dólar pressionado diante da cautela política no cenário doméstico mesmo com o retorno dos Estados Unidos ao mercado e com a volta da liquidez. Na agenda de indicadores, o destaque fica para a leitura revisada do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços norte-americano, em junho, com previsão de que vá a 65,2 pontos. Além dos números de maio do varejo na zona do euro.

Por Agência Safras