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O dólar comercial fechou em alta de 0,24% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2410 para venda, em sessão volátil de ajustes após a forte queda ontem, de mais de 2%, além de acompanhar o exterior, onde a maioria das moedas de países emergentes perderam terreno para a divisa norte-americana, também na esteira da correção dos ativos.
O especialista da Portofino Investimentos, Thomás Gilbertoni, destaca o viés de ajuste da sessão, em linha com o exterior, após os ganhos recentes. “Mesmo em uma sessão de notícias positivas sobre vacinas”, comenta. Hoje, o Reino Unido autorizou o uso de emergência da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Pfizer e BioNTech. Em comunicado, o governo britânico disse que as doses estarão disponíveis a partir da próxima semana, após os testes do medicamento terem taxa de eficácia de 95%.
Enquanto aqui, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que as primeiras doses da vacina desenvolvida pela Astrazeneca e pela Universidade de Oxford devem chegar ao país no primeiro bimestre de 2021, com expectativa de que sejam importadas 100 milhões de doses no primeiro semestre.
Apesar da alta exibida na segunda parte dos negócios, a moeda operou com forte volatilidade indo ao menor valor intraday desde 31 de julho nas mínimas de R$ 5,20. O diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, destaca a queda exibida pela manhã refletindo um novo fluxo de entrada de recursos de investidores estrangeiros.
Nesta quinta, 3 na agenda de indicadores, o destaque fica para os dados de novembro dos índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China – que sairá hoje -, da zona do euro e dos Estados Unidos, além do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre, no qual analistas preveem avanço de 8,8% na comparação com o segundo trimestre deste ano.
“O mercado volta a avaliar as economias como um todo em meio aos ‘lockdowns’ na Europa e em parte dos Estados Unidos no mês passado. Os PMIs ajudam muito nesse termômetro, para ver se a segunda onda [de contaminação por covid-19] está prejudicando ou não o crescimento dessas economias”, avalia Gilbertoni.
Em relação ao PIB brasileiro, ele acrescenta que o resultado do trimestre passado pode ser também um termômetro de como o Brasil deverá fechar a economia neste ano e um sinal de como a nossa economia vai se comportar em 2021.
Por Agência Safras
