Dólar sobe pela quinta sessão consecutiva, com valorização de 0,75%

O dólar comercial fechou a segunda-feira, 28, em alta de 0,75% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2390, no maior valor de fechamento desde o dia 2 deste mês, em sessão de forte volatilidade e amplitude em meio ao movimento local de ajuste realizado por empresas e bancos, além da baixa liquidez e poucos negócios na última semana do ano. Com isso, a moeda norte-americana engatou o quinto pregão seguido de alta.

O gerente de mesa de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek, reforçou que o dólar exibiu um forte viés de alta com as “remessas corporativas características desta época do ano” e também pela desvalorização de algumas moedas pares do real frente ao dólar lá fora.

“Em dia de pouca liquidez e zeragem do overhedge que, tem data limite até quarta-feira, o dólar bateu máximas consecutivas até chegar na casa de R$ 5,31”, comenta.

O diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer, reforça que na última semana do ano, o volume de negócios foi baixo, com o mercado atento ao Banco Central (BC). A autoridade monetária entrou no mercado por meio de um leilão de venda de dólares no mercado à vista, no qual vendeu US$ 530,0 milhões, após a moeda operar no maior valor intraday desde o primeiro pregão do mês.

Nesta terça, 29, em meio à agenda de indicadores esvaziada e na penúltima sessão de 2020, o economista da Guide Investimentos, Alejandro Ortiz, aposta em uma cotação entre R$ 5,20 e R$ 5,25 após um forte fluxo de entrada de recursos estrangeiros no país, o que levou o dólar a “beliscar” os R$ 5,01 no início do mês. Ortiz ressalta que o mercado deverá ficar atento ao Banco Central à espera de ações para “atenuar as pressões de overhedge”.

Por Agência Safras