O dólar comercial fechou em forte queda de 2,24% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2280 para venda, no menor valor de fechamento desde 17 de setembro (quando encerrou a R$ 5,2320), em sessão positiva para os ativos globais em meio ao otimismo com as notícias a respeito de vacinas, além da entrada de um forte fluxo de recursos estrangeiros no mercado doméstico.
O gerente de mesa de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek, avalia que o movimento da moeda no exterior refletiu notícias positivas com os investidores comemorando a possibilidade da chegada de vacinas contra o novo coronavírus ainda este mês.
“Aqui, um grande fluxo de entrada de investidores estrangeiros com destino à B3 [bolsa brasileira] fez o dólar intensificar suas perdas”, diz. Ele acrescenta que a fala do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, ao reafirmar posição favorável pela aprovação de um novo pacote fiscal, contribuiu para a moeda renovar mínimas na sessão, a R$ 5,22. “Na prática, seria a possibilidade de mais dólar circulando no mundo”, ressalta.
Nesta quarta, a agenda de indicadores, o destaque fica para os dados sobre a criação de emprego no setor privado (ADP) norte-americano, em novembro. Além da divulgação do Livro Bege, relatório com uma avaliação da situação econômica nos Estados Unidos.
“Eu acredito que a tendência seja de manutenção da valorização do real, não que seja forte a ponto de levar o dólar a R$ 5,00. Mas vejo que a moeda deve seguir em queda”, aposta a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack.
Por Agência Safras