Dólar tem queda superior a 2% pelo segundo dia consecutivo

O dólar comercial fechou em forte queda de 2,03% no mercado à vista, cotado a R$ 5,5400 para venda, no menor valor de fechamento em duas semanas, acompanhando o bom humor externo com o pacote de estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão sancionado pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, além da aprovação da PEC Emergencial em segundo turno na Câmara dos Deputados e com mais uma atuação do Banco Central (BC) no mercado
cambial.

O diretor da Correparti, Ricardo Gomes, reforça que a aprovação da PEC Emergencial, com a manutenção dos vetos propostos pela área econômica do governo federal, corroborou para a queda da moeda norte-americana que se
intensificou ao longo da tarde.

Gomes reforça que a intervenção do BC corroborou para a queda da moeda. A autoridade monetária realizou na primeira hora de negócios um leilão de swap cambial tradicional – equivalente à venda de dólares no mercado futuro – no qual colocou no mercado US$ 1,0 bilhão. O anúncio foi feito nesta quarta, após o encerramento do pregão. “As ações proativas do Banco Central na oferta de swaps são para atender a demanda por “hedge” (proteção) do mercado”, ressalta o diretor da Correparti.

Já a analista da Toro Investimentos, Stefany Oliveira, pondera que a ação do BC foi um “claro cenário” de que a autoridade monetária “se incomodou com o movimento exagerado” da moeda nos últimos dias.

“No início da semana, foi um movimento exagerado com a questão do ex-presidente Lula. Mas o evento não traz efeitos imediatos. O Banco Central parece ter aproveitado uma realização natural dos ativos e atuou para puxar a
taxa de câmbio ainda mais para baixo”, diz, acrescentando que às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) “não estava fazendo sentido” o patamar do dólar – que chegou a R$ 5,87 – operando em um
“cenário irracional”.

Nesta sexta, 11, com a agenda de indicadores mais esvaziada, o destaque fica o índice de preços ao produtor norte-americano, de fevereiro, no qual a previsão é de alta de 0,5%. “Se o dado vier positivo, como os últimos recentes, isso pode continuar ditando o ritmo de recuperação dos ativos no exterior. O dólar tem espaço para uma correção, mas não no ímpeto das últimas duas sessões”, avalia.

Por Agência Safras