Dólar volta a fechar em queda e recua 0,46% nesta quinta, 29

O dólar comercial fechou em queda de 0,46% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3350 para venda, no menor valor de
fechamento desde 2 de fevereiro, após renovar mínimas sucessivas na reta final dos negócios com investidores locais antecipando a disputa para a formação de preço da taxa Ptax – média das cotações apuradas pelo Banco Central (BC)
– de fim de mês.

Segundo o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, “os vendidos mostraram força” perto do fim da sessão, já em preparação para a Ptax. “Eles conseguiram derrubar o dólar para sair com uma base [de
preço] menor amanhã”, avalia.

Ao longo da sessão, a moeda norte-americana exibiu forte volatilidade, operando em campos positivo e negativo, em viés de correção após a forte queda ontem (de 1,8% no mercado à vista) e com o exterior, após a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e em meio à perspectiva de mais “injeção” de dinheiro na economia dos Estados Unidos após o discurso sobre os 100 dias de governo feito pelo presidente Joe Biden. Nesta quinta, saiu a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano, com crescimento de 6,4% no primeiro trimestre, ligeiramente abaixo do esperado.

“As moedas [de países] emergentes passaram por uma correção hoje e o real acompanhou. Tivemos também avanço dos rendimentos das treasuries [taxas futuras dos títulos do governo norte-americano] subindo por conta de estímulos nos Estados Unidos, com a leitura de uma inflação um pouco mais pressionada lá”, comenta o economista da Nova Futura Investimentos, Matheus Jaconeli.

Nesta sexta, 30, Jaconeli reforça que a primeira parte dos negócios deverá ser de volatilidade intensa em meio à disputa da taxa Ptax. “Como é fim de mês, além da Ptax, sempre tem o movimento de envio de remessas de lucros para o exterior e ajuste dos investimentos”, diz, acrescentando que a agenda de indicadores também tem peso para fazer preço.

Lá fora, sai o resultado dos índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade dos setores industrial e de serviços da China, neste mês, além da leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) na zona
do euro e na Alemanha, no primeiro trimestre. Nos Estados Unidos, saem os dados de março de renda e de gastos pessoais. “O que também traz uma leitura sobre a inflação por lá”, destaca o economista da Nova Futura.

Por Agência Safras