A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mistos. Em mais uma sessão volátil, as cotações apresentaram bastante oscilação. Positivamente, apareceu o quadro de menor oferta global, reforçado pelo relatório de setembro do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20 para divulgar dados de oferta e demanda das principais commodities globais.
A produção mundial de trigo em 2021/22 deverá totalizar 769,5 milhões de toneladas, contra 775,1 milhões do ano anterior. No relatório anterior, a previsão era de 784,7 milhões de toneladas.
A previsão, agora projetada em nível menor do que a do ano anterior, foi cortada devido à perspectiva de menores rendimentos por conta da falta de chuvas em importantes produtores, caso do Canadá, Rússia e Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica produção global de 776,9 milhões para 2020/21. O Conselho Internacional de Grãos indica safra de 789,4 milhões de toneladas para 2021/22.
As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2021/22, que tem início em 1o de junho, ficaram em 295,3 mil toneladas na semana encerrada em 26 de agosto. Representa um forte avanço frente à semana anterior e uma elevação de 15% sobre a média das últimas quatro semanas. Destaque para a venda de 103,9 mil toneladas para o México. Os analistas
esperavam exportações entre 200 mil e 450 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2021 eram cotados a US$ 7,17 por bushel, alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,38%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2022 eram negociados a US$ 7,28 1/2 por bushel, ganho de 1,25 centavo de dólar, ou 0,17%, em relação ao fechamento anterior.