As indicações mais recentes dos modelos de previsão de anomalias de precipitações do Inmet para o trimestre de maio, junho e julho, apontam que o cinturão produtor de cana da região Centro-Sul devem ter volumes de chuvas entre 10 a 50 milímetros abaixo da média histórica par ao período.
O analista da Safras & Mercado, Maurício Muruci, assinala que embora o final de outono e o inverno sejam marcados por poucas chuvas no Centro-Sul, chama a atenção a tendência de agravamento da estiagem que se prolonga há meses.
Somente para o leste de São Paulo e o oeste do Mato Grosso do Sul os mapas trimestrais de anomalia mostram volumes alinhados com a média histórica de chuvas. “Mas ainda assim é importante lembrar que essas médias são muito baixas, dada à temporada de seca sazonal. Logo, os modelos não apontam necessariamente que haverá mais chuvas; pelo contrário”, disse Muruci.
“Olhando detalhadamente os dados de maio, vemos que a previsão para maio era déficit hídrico de 10 a 30 milímetros para o sul de Minas Gerais e porção oeste de São Paulo, além do noroeste do Mato Grosso do Sul. Já o norte do Paraná, que se encontrava em uma zona de neutralidade, indica-se um balanço hídrico em linha com a média histórica para o período na região”, apontou Muruci.
Já o mapa de anomalia para junho mostra um déficit ainda pior no norte e oeste de São Paulo, além do sul de Minas Gerais, na faixa de 30 a 60 milímetros. O noroeste do Mato Grosso do Sul segue na zona de déficit vista em maio, assim como o norte do Paraná. Para o julho, os mapas sinalizam para uma manutenção exata do padrão de junho, “reforçando ainda mais a seca e a quebra de safra de cana do Centro-Sul”.
Por Agência Safras