FMI aponta que auxílio emergencial diminuiu a pobreza no Brasil

O relatório Artigo IV do Fundo Monetário Internacional (FMI), que trata do Brasil, destacou que o governo federal respondeu rapidamente à crise causada pela pandemia do novo coronavírus com a criação do auxílio emergencial. Segundo o documento divulgado anualmente pela instituição financeira, o benefício que atingiu diretamente 67,8 milhões de pessoas – cerca de um terço da população – superou os impactos negativos gerados pela paralisação da atividade econômica. O investimento no programa passa de R$ 260 bilhões.

O FMI aponta que até 23 milhões de cidadãos deixaram de entrar na extrema pobreza no auge da pandemia. Sem o auxílio emergencial, esse percentual teria aumentado de 6,7% para 14,6%. Além disso, o benefício fez a taxa de pessoas pobres no país diminuir para 5,4%.

Programas de preservação do emprego, suporte financeiro para os estados e crédito para os pequenos negócios também foram apontados no relatório, divulgado nesta quarta-feira, como iniciativas que ajudam o país a enfrentar as adversidades.