Os preços do milho continuam em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na praça de Campinas (SP), o indicador Esalq/BM&FBovespa segue renovando as máximas nominais. Em setembro, a média do indicador, de R$ 60,06 por saca, foi a maior, em termos nominais, de toda a série mensal do Cepea, iniciada em 2004. Já em termos reais, trata-se da maior média desde março de 2020, quando foi de R$ 62,70.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse aumento está atrelado à retração de vendedores, que estão atentos ao clima seco e quente e aos possíveis impactos desse cenário sobre a safra verão. Além disso, a forte desvalorização do Real frente ao dólar deixa o milho brasileiro mais competitivo no mercado externo, elevando a demanda internacional.
Sendo assim, muitos vendedores adiantaram a comercialização do cereal, o que tem reduzido a disponibilidade doméstica, mesmo diante de uma produção recorde. Do lado comprador, muitos mostram maior interesse em novos negócios, reforçando as altas nos preços do milho.