Milho: com colheita mais lenta nos EUA, preços se mantêm elevados em Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão desta terça-feira, 6, com preços significativamente mais altos. O cereal foi impulsionado pela vizinha soja, avaliando também o andamento da colheita norte-americana em ritmo mais lento que o esperado. Os investidores também começam a se posicionar frente ao relatório de oferta e demanda de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira (9).

O USDA divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 4 de outubro, a área colhida estava em 25%. O mercado esperava 26%. Em igual período do ano passado o número era de 14%. A média para os últimos cinco anos é de 24%. Na semana anterior, o percentual era de 15 pontos.

A produção de milho dos Estados Unidos para a temporada 2020/21 deve ser apontada em 14,801 milhões de bushels, abaixo dos 14,9 bilhões previstos em setembro, segundo adidos e traders consultados por agências internacionais. A produtividade média da safra 2020/21 deve ser reduzida de 178,5 bushels por acre para 177,6 bushels por acre.

Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 3,85, com alta de 5,50 centavos, ou 1,44%, em relação ao fechamento anterior. A posição março de 2021 fechou a sessão a US$ 3,94 por bushel, ganho de 5 centavos de dólar, ou 1,28%, em relação ao fechamento anterior.

Por Agência Safras