A colheita de milho safrinha chegou a 70% em Goiatuba, no sul de Goiás, sentindo os efeitos da forte estiagem nos 25 mil hectares cultivados, segundo informa a Emater local.
De acordo com o engenheiro-agrônomo Alceu Marques Filho, o rendimento médio das lavouras deve ficar em 3.000 quilos por hectare, com uma quebra de 50% frente ao potencial inicial previsto, de 6.000 quilos por hectare. “Com a última chuva de bom volume registrada em 16 de abril, de 40 milímetros, o quadro de perdas se tornou irreversível”, destaca. As geadas registradas na região no final do mês de junho atingiram as lavouras, mas o impacto foi limitado, uma vez que as lavouras já estavam secas por conta da estiagem.
Para o sorgo, cuja área cultivada ficou em 20 mil hectares, a expectativa da Emater indica uma quebra de 40% frente ao potencial esperado de 3.000 quilos por hectare, agora estimado em 1.800 quilos por hectare. “Mesmo sendo mais resistente que o milho, o déficit hídrico afetou muito muito as lavouras. Até agora, cerca de 70% das lavouras foram colhidas”, sinaliza.
O mais recente levantamento de Safras & Mercado indica que o plantio da safrinha de milho em Goiás ocupou 2,350 milhões de hectares, 7,1% acima dos 2,194 milhões de hectares. A produção esperada deve atingir 10,223 milhões de toneladas, abaixo das 13,366 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019/20. O rendimento médio deve chegar a 4.350 quilos por hectare, aquém dos 6.092 quilos por hectare obtidos na safrinha 2019/20.
Por Agência Safras