As hortaliças tiveram alta de preços em novembro, com exceção do tomate. A avaliação faz parte do 12º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quarta-feira, 16. A pesquisa da Conab considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do País e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA).
Os preços da batata chegaram a registrar aumento de 23,94%, em Fortaleza/CE, e de 62,25%, em Brasília/DF, no mês passado. O comportamento deve-se especialmente à baixa disponibilidade do produto no mercado, informa a Conab. Os preços só estiveram mais baixos no mês de setembro, pela grande oferta do produto neste período. Isso porque a redução de áreas a serem colhidas, em virtude do clima quente naquele mês, encurtou o ciclo de produção e o tubérculo acabou encarecendo.
No caso da cenoura, mesmo com alguma queda de preços em outubro, as cotações do produto podem ser consideradas em níveis elevados. Na Ceagesp – São Paulo, em novembro de 2020 em relação a novembro de 2019, o aumento alcançou cerca de 50%. Para a alface, a alta também foi expressiva em alguns mercados, como na Ceasa/ES – Vitória (77,33%).
Depois de um período de baixa de preços, que perdurou de junho até outubro, decorrente da pulverização da produção de cebola no País, as cotações do produto voltaram a subir em novembro. Na Ceasa/ES – Vitória, a alta de preço foi mais intensa, de 23,84%.
O tomate foi a exceção entre as principais hortaliças, com redução de preços nos mercados que abastecem São Paulo/SP, Vitória/ES, Curitiba/PR e Recife/PE. A maior queda no preço do tomate foi em Recife (20,81%), especialmente por causa do aumento da oferta do produto originário do próprio Estado na Ceasa de Pernambuco, cerca de 15%.
Por Estadão Conteúdo