Soja: Após 12 altas seguidas, preços recuam em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam esta quarta-feira, 10, com preços em baixa. Após 12 sessões seguidas de baixa e na véspera do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado realizou lucros.

As perdas, no entanto, foram limitadas pela demanda firme pela soja americana. Hoje, os exportadores privados americanos anunciaram mais uma venda para a China, envolvendo 195 mil toneladas para a temporada 2020/21.

Sobre o relatório desta sexta (11), o Departamento deverá reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,286 bilhões de bushels. Em agosto, o número era de 4,425 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels.

Para os estoques de passagem, a aposta é de 461 milhões de bushels para 2020/21. Em agosto, o número ficou em 610 milhões. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir sua previsão de 615 milhões para 605 milhões de bushels.

A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 93,2 milhões de toneladas, contra 95,4 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 95,9 milhões para 95,9 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,25 centavo ou 0,12% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,77 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,81 por bushel, com perda  de 1,75 centavo ou 0,17%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 317,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 33,20 centavos de dólar, baixa de 0,01 centavo ou 0,03%.