Soja: após atingir máxima em 4 anos, Chicago corrige e fecha quase estável

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira, 22, com preços mistos, perto da estabilidade. O dia foi de muita volatilidade. Na máxima do dia, os contratos chegaram a atingir os maiores patamares em quatros anos. A partir daí, as cotações sucumbiram a um movimento de correção técnica e realização de lucros.

Os sinais de demanda aquecida pela soja americana impulsionaram as cotações, principalmente no meio do pregão. As exportações semanais americanas ficaram perto da máxima das previsões, com destaque para o bom volume comprometido ao mercado chinês. Exportadores privados anunciaram novas vendas.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 2.225.500 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. Representa uma retração de 14% frente à semana anterior e um recuo de 18% sobre à média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 1.222.000 toneladas.

Os analistas esperavam exportações entre 1,2 milhão e 2,5 milhões de toneladas. Duas operações foram anunciadas hoje, envolvendo 132 mil toneladas para destinos não revelados e 152.404 toneladas para o México.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 1,75 centavo de dólar por libra-peso ou 0,16% a US$ 10,73 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,72 por bushel, com ganho de 0,75 centavo ou 0,06%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 3,60 ou 0,95% a US$ 382,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 33,69 centavos de dólar, alta de 0,49 centavo ou 1,47%.

Por Agência Safras