Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira, 25, com preços em alta. Após quatro sessões de perdas – com a queda semanal sendo a maior desde a metade de março -, os agentes aproveitaram operações de barganha e voltaram à ponta compradora.
Em termos fundamentais, a demanda pela soja americana segue sendo um fator de alta, apesar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não ter anunciado novas vendas por parte dos exportadores privados pelo segundo dia consecutivo.
A semana foi negativa. Com o avanço da colheita nos Estados Unidos, favorecida pelo clima, há uma pressão sazonal sobre o mercado futuro. Os produtores venderam mais e as cotações caíram no físico. Outro fator que ajudou no movimento de realização de lucros da semana foi a preocupação com uma segunda onda de coronavírus na Europa.
O clima de aversão ao risco fez fundos e especuladores saírem do mercado de commodities e procurar opções mais seguras. Sempre lembrando que a semana passada foi de ganhos de cerca de 5% na soja em Chicago, que chegou a operar nos melhores níveis em mais de dois anos.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 2,50 centavos ou 0,25% em relação ao fechamento anterior, a US$ 10,02 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,06 por bushel, com perda de 3,00 centavos ou 0,29%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,10 ou 0,62% a US$ 338,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 32,82 centavos de dólar, alta de 0,41 centavo ou 1,26%.
Por Agência Safras