Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira, 15, com preços mistos. As primeiras posições subiram, impulsionadas pela demanda firme pela soja americana. As demais foram pressionadas por um movimento de realização de lucros e pelo clima de maior aversão ao risco no cenário financeiro.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nova venda do grão para a China. Dessa vez, a operação envolveu 261 mil toneladas vendidas pelos exportadores privados, com entrega na temporada 2020/21.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 161,491 milhões de bushels em setembro, ante 165,055 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 160,79 milhões.
O atraso no plantio no Brasil, devido à falta de chuvas completou o cenário positivo para os primeiros contratos.
As posições com vencimentos mais distantes sucumbiram a um movimento de realização de lucros. Com o aumento dos casos de coronavírus na Europa e a indefinição em torno de um pacote de estímulo nos Estados Unidos, o clima de aversão ao risco no cenário financeiro aumentou, com investidores se desfazendo de posições em commodities e procurando aplicações mais seguras.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6 centavos de dólar por libra-peso ou 0,56% a US$ 10,62 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,62 por bushel, com ganho de 4,75 centavos ou 0,44%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 8,50 ou 1,91% a US$ 372,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 33,17 centavos de dólar, baixa de 0,71 centavo ou 2,09%.
Por Agência Safras