Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira, 4, com preços mais baixos. Foi a terceira sessão seguida de perdas, colocando as cotações nos menores níveis em nove meses e meio.
O mercado ainda sente a pressão oriunda do relatório de estoques trimestrais em 1 de setembro, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou um número muito acima do esperado.
As preocupações em torno da demanda chinesa adicionaram pressão aos preços, após a representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, ter afirmado que vai pressionar Beijing sobre o não cumprimento das promessas feitas durante negociações com o ex-presidente americano Donald Trump.
Para completar, a colheita avança sem maiores problemas nos Estados Unidos. O USDA vai divulgar no final da tarde o relatório semana sobre a evolução das lavouras. O mercado espera que a colheita tenha saltado de 16% para 32% na semana encerrada no domingo. A expectativa é de que 58% das lavouras estejam entre boas e excelentes condições.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 10,75 centavos de dólar por bushel ou 0,86% a US$ 12,35 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,46 por bushel, com perda de 10,25 centavos ou 0,81%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,30 ou 1% a US$ 323,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 58,83 centavos de dólar, alta de 0,01 centavo ou 0,01%.
Por Agência Safras