Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em leve alta, em dia de muita volatilidade. O mercado iniciou o dia em alta, refletindo as preocupações com o excesso de chuvas no Brasil e com a estiagem na Argentina. A partir do meio-pregão, após o petróleo subir mais de 5%, os contratos subiram quase 2%, atingindo as máximas da sessão.
No entanto, o clima de aversão ao risco no financeiro acabou apagando a valorização. O mercado mostrou preocupação com o tom do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed) Jerome Powell e chegou a operar no território negativo. As cotações só se recuperaram perto do final do dia.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 334.000 toneladas na semana encerrada em 25 de fevereiro. Representa um forte aumento frente à semana anterior e um recuo de 33% sobre a média das últimas quatro semanas. O México liderou as importações, com 139.700 toneladas.
Para 2021/22, foram mais 199.400 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 200 mil e 700 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar por libra-peso ou 0,21% a US$ 14,10 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 13,95 por bushel, com ganho de 3,50 centavos ou 0,25%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo recuou US$ 2,20 ou 0,52% a US$ 416,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 50,71 centavos de dólar, com ganho de 0,93 centavo ou 1,86%.
Por Agência Safras