Os preços do trigo têm viés de alta no mercado brasileiro. Mesmo em meio à colheita, o mercado interno reage à menor oferta, com perdas no início da safra e com o clima seco na Argentina.
Nesta quinta-feira, 15, a Bolsa de Rosário rebaixou sua projeção para a safra argentina de 18 para 17 milhões de toneladas. A projeção inicial era de 20,5 milhões de toneladas. Segundo o analista de Safras & Mercado, Jonathan Pinheiro, somado a isso, os preços mais altos no mercado internacional e a força do dólar encarecem a importação do grão.
No Paraná, conforme o analista, os negócios estão sendo realizados por volta de R$ 1.300 a tonelada, com produtores bem capitalizados. “A indicação é de capacidade de sustentação do mercado próximo destes patamares, podendo recuar, mesmo que modestamente, com o avanço da colheita”, diz.
No Rio Grande do Sul, os reportes estão por volta de R$ 1.250 e 1.300 a tonelada. “Vale destacar que a liquidez no estado gaúcho é menor, tendo em vista que a ceifa foi iniciada somente há algumas semanas. Em relação à qualidade do trigo, no geral o PH tem ficado acima de 78, porém, as produtividades vêm sendo indicadas abaixo do esperado pelos produtores”, finaliza.
Por Agência Safras