
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta sexta-feira (17), apoio não reembolsável de R$ 7,2 milhões para o projeto Abrolhos-Trindade + Resiliente, executado pela Conservação Internacional – Brasil (CI-Brasil). A proposta, com investimento total de R$ 14,4 milhões e duração de 36 meses, prevê ações de conservação e aumento da resiliência de recifes de coral entre o sul da Bahia e o litoral do Espírito Santo.
O projeto integra a chamada pública BNDES Corais e será financiado com recursos do Fundo Socioambiental do banco. Segundo o BNDES, a iniciativa combina pesquisa científica, planejamento costeiro e fortalecimento de atividades econômicas sustentáveis em uma faixa considerada estratégica para a biodiversidade marinha do Atlântico Sul.
Entre as metas previstas estão o monitoramento de 183 quilômetros de litoral, o apoio a seis unidades de conservação e a elaboração de planos de manejo para orientar o uso sustentável dessas áreas. A atuação inclui as reservas extrativistas marinhas de Corumbau, Cassurubá e Canavieiras, na Bahia, além da cadeia de corais até o Espírito Santo, com foco também na região de Trindade e Martim Vaz.
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De acordo com Nabil Kadri, superintendente da Área de Meio Ambiente do BNDES, o apoio busca associar conservação marinha, ciência e geração de renda em áreas costeiras. Na Bahia, a proposta prevê ordenamento do turismo em unidades de conservação, incentivo ao turismo de base comunitária e apoio a cadeias produtivas locais, como a produção de algas marinhas. No Espírito Santo, o foco adicional está na ampliação do conhecimento sobre corais de profundidade na cadeia Vitória-Trindade.
O BNDES informa que cerca de 725 pessoas devem ser beneficiadas diretamente nas reservas extrativistas do sul da Bahia. O projeto também prevê capacitação de aproximadamente 100 moradores e apoio a cerca de 100 pequenos negócios ligados ao turismo sustentável e à sociobiodiversidade marinha.
A iniciativa se insere na estratégia do BNDES Azul, voltada ao uso sustentável dos recursos oceânicos e costeiros. A expectativa técnica é que o mapeamento de habitats, o monitoramento e os planos de manejo subsidiem políticas públicas e medidas de adaptação às mudanças climáticas na região.